Instituto Hoffman do Rio de Janeiro

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Entrevista de Robert Hoffman

 

O Poder do Amor Positivo

Robert Hoffman

 

Responsável por uma inovadora e intensa terapia de harmonização do ser humano, o americano Bob Hoffman comemorou os 25 anos de sua criação com um novo livro, O Desvendar do Amor - Processo Hoffman da Quadrinidade, cujo lançamento no Brasil proporcionou esta entrevista a PLANETA.

Por Romeo Graziano

 

 

Bob Hoffman: 25 anos de uma terapia revolucionária

 

O Processo Hoffman da Quadrinidade é uma técnica intensiva de harmonização do ser humano pela integração de seus quatro aspectos essenciais: a emoção, o intelecto, o espírito e o corpo físico. Equivale a uma radical parada em nossa “programação” de vida, para nos conscientizar e libertar da síndrome do amor negativo ou da adoção da negatividade de nossos pais, a semente maligna das neuroses e de tantas infelicidades perpetuada por gerações. O criador desse revolucionário sistema é o americano Bob Hoffman, que celebrou 25 anos de sucesso da sua aplicação com seu novo livro O Desvendar do Amor - Processo Hoffman da Quadrinidade, lançado pela Editora Cultrix em novembro último, quando Bob visitou o Brasil e concedeu esta entrevista a PLANETA.

 

 

Como funciona a Hoffman International para o Processo da Quadrinidade?

 

           A International fica em Oakland, Califórnia, e é uma espécie de Nações Unidas do Processo para os seguintes países: Áustria, Suíça, Itália, Alemanha, França, Espanha, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Brasil, Austrália e Inglaterra. Esses países formam grupos de afiliados independentes. Eu e minha equipe ensinamos os professores que fazem esse processo de reeducação, durante um período de quatro anos. E agora eles estão excelentes e podem treinar novos professores. Como fundador da Hoffman International, eu me encarrego, uma vez por ano, de sair em viagem de “boa vontade” por esses países, para verificar se existem problemas. E este ano eu estou trazendo uma nova técnica muito poderosa para o Processo, que lida com o controle e a subjugação do lado escuro da natureza humana.

 

 

Seria a nossa sombra, na visão junguiana?

 

       Não. Nós partimos do ponto de vista de que o lado escuro é uma voz negativa presente em nossa cabeça, que nos leva a fazer errado quando a gente sabe que não deve fazer errado, e nos vence, nos sobrepuja. Porque ama a si mesmo, quer se preservar; é céptico, é defensivo, é crítico, é cheio de julgamentos, faz com que nos odiemos. O lado escuro também não nos permite amar nossos pais, os pais que nós conhecemos um dia ou que nem conhecemos, os pais de nossa infância. Impede-nos de ter relações amorosas realizadoras, casamentos, nos impede de estarmos em paz em nosso sucesso, em nossos negócios, em nossa vida profissional. O lado escuro é o que está mais forte agora, e está em todas as partes do mundo: na Europa, nos Estados Unidos, aqui no Brasil, onde as crianças são pobres e necessitam de muito amor, e estão se transformando em assassinos, pois nunca foram amadas na realidade. Os europeus orientais, a ascensão do neofascismo, do neonazismo, que vemos na Itália e na Alemanha, são outras de suas conseqüências. Somente quando nós, como indivíduos, pudermos aprender a aceitar, a perdoar, e nos amarmos, sobrepujando esse lado escuro de nossa natureza, só aí é que nós poderemos ter verdadeira paz, e poderá haver paz no mundo.

 

O lado escuro é inerente ao ser humano?

 

      Ele é a corporificação e o acúmulo de todos os padrões negativos da atual vida de uma pessoa, e de muitas de suas vidas anteriores. Embora o Processo nos ensine a amar, o lado escuro é muito insidioso e arredio, é traiçoeiro, usa muitas máscaras. Usa a máscara da religião, usa a espiritualidade, a justificação, a racionalidade... O lado escuro é muito inteligente, e a gente acredita que ele esteja certo quando está errado. Êle nunca poderá ser morto, mas pode ser controlado. Portanto, no devido tempo, quando tiver sido controlado por muitas e muitas gerações, ele ficará cada vez mais fraco, até desaparecer um dia. Claro que isso é uma idéia utópica! Digamos que isso aconteça daqui a uns mil anos. Entretanto, temos de começar em algum momento.

 


 

Gostaria que você contasse a história do recebimento do Processo.

 

      Nos anos 60, eu quis saber, como um hobby, o que era a recepção psíquica e coisas do tipo. Primeiramente entrei num grupo que desenvolvia lições formais, mas não gostei daquilo, senti que eram muitos rituais feitos pelo homem. Nesse curso eles me deram um guia espiritual que era um psiquiatra. Na época, eu trabalhava como alfaiate, tinha uma loja de costura masculina. Mas gostei de conhecer minha capacidade de ver o passado das pessoas. Então decidi ensinar a mim mesmo como aproveitar essas minhas capacidades. Assim, eu me levantava todas as manhãs às quatro horas e dizia a meu guia espiritual: é você que me vai ensinar a ser um sensitivo. E ele me dava sons, símbolos e coisas do gênero. Eu aprendi muito rápido, porém precisava de clientes para praticar. Anunciei isso a meus amigos e eles começaram a vir a meu escritório, onde eu “lia coisas”. Eu nunca cobrei nada, e na realidade me divertia com isso.Com o passar do tempo, comecei a não acreditar mais naquilo, embora soubesse que era verdadeiro. Porque há uma grande diferença entre acreditar e saber. Pois bem, eu tinha um amigo muito próximo, chamado Siegfried Fischer, que era um psiquiatra e amigo de meu sogro. Fischer e eu tivemos uma forte aproximação, de modo que ele era como um pai substituto para mim. A gente caminhava juntos, ele vinha jantar em minha casa. E decidi contar-lhe o que eu estava fazendo naquela época. Fischer ficou preocupadíssimo, disse-me que eu acabaria sendo internado, pois o que estava fazendo era ridículo; mostrou-se inconformado por eu envolver-me com um negócio desses. Eu fiquei muito chateado com isso. E disse-lhe: “Você está com 70 anos, e provavelmente irá morrer antes de mim. Se você morrer antes, vem me dizer alô e você verá como eu tinha razão”. Ele morreu, e seis meses depois, em janeiro de 1967, eu fui acordado de noite. Achei que estava sonhando, porque vi Fischer de pé, ali em meu quarto. E disse para mim mesmo: “Eu não sei se estou imaginando, mas que bom que você voltou! Agora, boa-noite, eu tenho de dormir, tenho que trabalhar amanhã”. Ele insistiu, dizendo que tinha de conversar comigo. Cheguei a pensar que eu estivesse ficando louco. Mas perguntei-lhe o que ele queria, e ele me respondeu da seguinte maneira: “Eu trabalhei 70, 80 horas por semana para a humanidade, para encontrar uma resposta para a neurose. Por que as pessoas não poderiam se amar? Por que não poderiam amar seus pais? Ou outras pessoas? E aqui estou, num outro lugar, das luzes, onde conheci muita gente da história, de todas as terapias, de todas as espiritualidades, de todas as religiões, de todas as filosofias, que todas têm maravilhosas verdades... Mas eles estão em todos os lugares. Eu estudei tudo aqui, estruturei e juntei uma série de coisas num tipo de pacote. E vai funcionar, eu tenho certeza de que vai”.

 

E qual foi a sua reação?

 

      Eu me questionei: Porque eu? Vá procurar um psiquiatra, pensei. E ele me disse: “Porque você é meu amigo, nós temos um relacionamento próximo e eu posso vir nessa vibração para você”. Bem, eu tenho problemas, então me cure! — foi a minha resposta. E aí eu fiz o Processo rudimentar com ele, em cinco horas e meia, num esquema semelhante ao de várias fotos sobrepostas, vários fotogramas condensados. E isso mudou minha vida completamente. Eu então pensei que, se estava imaginando tudo aquilo, era uma excelente imaginação! “Não, você não está imaginando”, ele me disse. Eu quis saber o que iria fazer com essa coisa, e ele me respondeu: “Não se preocupe; as portas se abrirão. Só que não me disse que isso levaria 25 anos para acontecer! Pois, com todos os problemas, com todas as críticas que já recebi do Processo, eu fui perseverante e permaneço até hoje. A verdade é que nós estamos nos espalhando pelo mundo inteiro. E pessoas muito importantes, em todos os campos do pensamento humano, estão dando um testemunho muito positivo desse milagre de sete dias que é o Processo intensivo da quadrinidade.

 

Nos Estados Unidos, onde as terapias alternativas são controladas com maior rigidez, houve muitas pressões sobre o Possesso?

 

          Não é só nos Estados Unidos, é em qualquer lugar. Acontece que, hoje, a maioria dos professores que trabalham comigo são psicólogos, psiquiatras ou jornalistas, são todos formados por universidade. E mais ainda na Europa. Não acredito que meu trabalho funcione — eu sei que ele funciona, e não dou a menor bola para as pessoas que o criticam. Eu só faço o que tenho de fazer. Graças a Deus, ajudei muitas pessoas e isso é muito gratificante. Mas o mundo ainda não reconhece que esse é um trabalho valioso, que deveria estar no sistema escolar, para que não tivéssemos crianças na rua matando gente, para que pudéssemos ter uma nova geração de políticos baseada no amor por si mesmo, no amor pelos outros, e não na corrupção, na ambição e no egoísmo. Eu sei que a religião nos ensina a não sermos essas coisas; não ensina, prega. E o ensinamento tem de ser vivenciado. Esse Processo de oito dias envolve ensinamento e experiência muito intensa, é um trabalho de reeducação. Pois devemos nos reeducar para não termos mais o comportamento do amor negativo, para que possamos ter amor positivo. E isso deve ser vivenciado.

                                                                                                                                                                           

Existem terapeutas adaptando partes do Processo, pirateando-o. O que você pensa a respeito?

 

      Eu acho perigoso, porque é fragmentar uma coisa que é inteira. E enganar as pessoas, de certa forma. Eu não gosto disso, mas não posso evitar. No entanto, agora nós estamos protegidos por lei. E se encontrarmos alguém aplicando o Processo sob outro nome, nossos advogados internacionais irão impedi-lo. Eu não quero a responsabilidade cármica de ter pessoas que não foram treinadas por nós usando o meu material de forma errada. Assim, recomendo cuidado com aqueles que dizem fazer o Processo Hoffman, ou Fischer-Hoffman e que não têm mais contato comigo nos últimos seis, sete anos, que não tiveram um desenvolvimento do trabalho. Por favor, tenham só o cuidado de ver o certificado dessas pessoas. Os trabalhos piratas podem acabar com o bem que o Processo produz.

 

Conte-nos algum caso de cura física que o impressionou.

 

      Eu vi muitos. Havia uma mulher de 60 anos, toda torta, com a coluna baixa, que entrou com uma bengala no Processo. Vendo-a, pensei que ela não poderia fazê-lo, que não poderia descarregar sua raiva com aquele corpo; talvez o Processo não fosse para ela, imaginei. Ela me disse: “Não, eu sei sobre o seu trabalho e quero fazê-lo”. Oito dias depois ela estava ereta, andando completamente tranqüila. Muitas vezes nós já vimos inclusive o controle do câncer, mas não garantimos isso. Presenciei vidas mudarem radicalmente. Até tivemos uma pessoa, na Europa, que era paraplégica, vivia numa cadeira de rodas e não podia usar o trabalho; só o fez mentalmente. Ele continuou paraplégico, mas saiu outra coisa, saiu em paz com seus pais, que lhe deram o nascimento daquele jeito. Ele aprendeu a amá-los, a aceitá-los, e inclusive a si mesmo. Quando a mente está clara e amorosa, a cura acontece.

 

As pessoas profundamente envolvidas no seu caminho espiritual estariam livres dos problemas que nos impedem de praticar o amor positivo?

 

      Se elas realmente sabem como amar, são carmicamente pessoas muito especiais. Infelizmente, no meu trabalho eu não as encontro. As únicas que eu conheço são pessoas que estão num caminho espiritual e se encontram muito infelizes. Eu tenho certeza de que elas podem existir, espero que elas existam. Tive um homem, certa vez, um rabino muito famoso da Nova Era, com 60 anos. No final do Processo, ele caiu em meus braços e me disse: “Bob Hoffman, muito obrigado. Agora eu sei o que é ser um rabino”. No entanto, esse homem maravilhoso está pregando há anos, em todos os lugares do mundo. Madres superiores da Igreja católica, padres, freiras, psicólogos, psiquiatras, médicos, lixeiros e empregadas dizem a mesma coisa. Uma vez me perguntaram se há alguém que não precise do Processo. E eu tive uma resposta muito simples: alguém que nunca teve pai ou mãe.

 

Na bagagem de novidades que você trouxe ao Brasil existe mais alguma técnica ligada ao Processo?

 

          Desenvolvemos um novo workshop de um dia, chamado “Viagem para a Luz”. Nesse dia, as pessoas vão compreender o que é o amor negativo, vão experimentá-lo e entender que ninguém tem culpa. Terão uma visualização de duas horas e meia, de maravilhosas experiências — ir para a luz. E saber que elas podem fazer isso quando quiserem, que não precisam esperar o satori acontecer daqui a 50 anos para sentir-se na luz. Elas descobrirão que têm uma parte muito linda delas, que é da luz e está na luz; e que a luz é o amor, e que elas são o amor, portanto. Trata-se de um workshop de um dia, para introduzir as pessoas no que é o Processo. Geralmente elas têm muitas perguntas, e aí poderão decidir por si mesmas se querem ou não fazê-lo.

 

 

 

 

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"O amor é o fluir, o transbordar, o proporcionar bondade emocional de seu coração e de sua alma, primeiro para você mesmo e depois
para os demais em sua vida."

Bob Hoffman